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O que sabemos sobre a variante ômicron?

A variante designada ômicron pela OMS foi detectada e anunciada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD) em 25/11 a partir de amostras retiradas de um laboratório cerca de dez dias antes.

Segundo a OMS, ainda são necessários mais dados sobre os sintomas e a gravidade clínica da ômicron para traçar um perfil sintomático da variante. 

No entanto, a médica Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul, detectou sintomas diferentes dos pacientes com Covid-19, a maioria com delta, que ela tratava em um hospital sul-africano. 

Estes pacientes relataram cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e garganta e não relataram perda de olfato ou paladar. A maioria deles tinha quadros leves e foi tratada em casa. Quase metade destes pacientes com sintomas da ômicron não foram vacinados, informou à agência Reuters.

A Ômicron é uma variante com 52 mutações, sendo 32 delas na espícula viral (proteína S), fato que causou grande preocupação e rapidamente ocasionou sua classificação como VOC (variante de preocupação) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a OMS, a Ômicron é considerada variante de preocupação, pois, pode haver evidências ou de aumento da transmissibilidade, doença mais grave (aumento de hospitalizações e/ou óbitos), redução significativa da neutralização por anticorpos gerados durante infecção ou vacinação anterior, eficácia reduzida de tratamentos ou vacinas. 

As mutações ocorrem devido às mudanças constantes de um vírus, sendo comum que ocorram com o tempo quando se trata de infecções virais. Em certas ocasiões, novas variantes surgem e desaparecem. Já em outras, se estabelecem por mais tempo.

Até o momento, a maioria dos casos de infecção pela nova variante foram leves ou assintomáticos. Isso sugere uma menor capacidade de casos graves, porém, ainda é cedo para dizer, uma vez que novos estudos estão sendo realizados para entender o comportamento exato da Ômicron.

Uma das 32 mutações que ocorrem na espícula viral, a deleção dos códons que codificam os aminoácidos 69 e 70 da proteína Spike resulta em um resultado de PCR positivo, porém incomum, denominado SGTF (S Gene Target Failure), o que permite rastrear a variante apenas com um tipo específico de teste PCR. Isso é muito útil, pois, a vigilância através do sequenciamento é cara e de baixa produção.

As formas de transmissão são as mesmas já conhecidas. São elas: 

  • Saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, principalmente sem o uso de máscaras;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

A principal forma de prevenir a infecção pela variante Ômicron é vacinando-se na periodicidade indicada por cada fabricante.

Além disso, é importante manter os cuidados propostos pelos órgãos de saúde, como evitar lugares cheios ou ambientes fechados, usar máscaras de proteção e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%.

Por ser recente, ainda há diversos pilares que precisam ser esclarecidos, como, por exemplo, qual a capacidade de disseminação, qual é a relevância clínica em relação às demais variantes já circulantes, qual o impacto sobre os testes diagnósticos e como se comporta em relação à imunidade já desencadeada por vacinas existentes.

Fonte: Butantan 

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